Resenha: Uma Mulher Livre – Danielle Steel

CAPA-Uma-Mulher-Livre

Título: Uma Mulher Livre

Autor: Danielle Steel

Editora: Record

Gêneros: Romance Histórico/Drama

Ano: 2016

Páginas: 294

Annabelle Worthington é uma jovem bonita e elegante, de uma família tradicional e influente na Nova York do início do século XX. Foi apresentada de maneira formal a sociedade em seu baile de debutante e com grandes expectativas de sua mãe para que contraísse um bom casamento, assim como ela mesma quando conheceu o pai de Annabelle. A moça sonhava sim, com um casamento e um marido bondoso e compreensivo, que permitisse que continuasse como voluntária em hospitais, ajudando as enfermeiras. Annabelle nutria uma paixão pelas ciências e sempre que podia lia artigos e livros sobre medicina, mesmo sabendo que não passaria de voluntária, até casar.

O que todos não esperavam, muito menos Annabelle, era o trágico naufrágio do Titanic. Sua vida sofreu o primeiro de muito baques. Annabelle por azar ou sorte, estava doente à época em que sua família viajou e em seu retorno no Titanic, perdeu um pai amado e um irmão carinhoso, apenas sua mãe sobreviveu à essa tragédia e Annabelle se viu tendo de suportar e dividir o peso da perda com ela, a ancorando em muitas vezes. O período de luto na época era de um ano e assim o tão sonhado casamento foi-se afastando da vida dessa moça, ou assim pensavam.

Pouco após o término do período de luto, Annabelle recebeu a proposta de um grande amigo da família, mais velho 19 anos que ela, porém não menos merecedor de seu amor, já que era um homem, distinto, cavalheiro e honesto. Ou assim Annabelle o via, nutrindo cada dia mais seu amor por esse homem que além de tudo, incentivava seus trabalhos voluntários e com quem podia conversar abertamente sobre o assunto.

Mas essa moça tinha provações a vista e sua mãe veio a adoecer e falecer deixando Annabelle desolada. O tão sonhado casamento no qual imaginou ter, também acabou de forma escandalosa. Ela então se viu sem alternativas e com ajuda de um dos médicos do hospital onde trabalhava como voluntária, viajou para a França em meio ao início da Primeira Guerra Mundial.

Annabelle não sabia o que iria encontrar no caminho, apenas tinha a certeza de que não deveria ficar na sua cidade. Ali não seria feliz e então com 22 anos de idade, foi trabalhar próximo ao front e sem pensar em nada ou ninguém. Mas a sua história ainda não teria um final feliz e muitos caminhos, obstáculos, sofrimentos cruzariam as ruas por onde ela passaria.

É uma bela história de superação, de busca do autoconhecimento e do amor pela vida. Mesmo com tantas dificuldades essa jovem continua determinada a seguir seu destino, encontrado em meio aos hospitais de campanha durante a guerra. A autora retrata bem fatos históricos, com requinte de detalhes, e traz à tona o que muitas de nós precisamos buscar e lembrar. A história da mulher perante a sociedade, desde sempre, foi sofrida, foi subjugada, e ainda o é em pleno século XXI. Annabelle é uma descrição fantasiosa, mas que se adequa a muitas desconhecidas durante aqueles tempos. Uma superação que muitos dirão que não poderia existir perante a sociedade americana e europeia do século passado, mas eu acredito que sim, é verossímil o que a escritora relata, pode ter acontecido. Pode ser a verdadeira história de alguém. Mas deixo aos próximos leitores suas suposições. Uma leitura agradável e que recomendo.

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