Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

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Uma verdadeira ilustração do que poderia ser a frase de Einstein: “ Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus. ”

Uma narrativa sofrida, onde o autor demonstra o pior do que a humanidade pode se tornar.  Um verdadeiro mundo de provas e expiações onde o ser humano é reduzido ao mais primitivo do seu ser. Um mundo onde ninguém vê nada além de branco leitoso. Ou melhor, será que ninguém vê mesmo?

O livro começa com a ante página, na seguinte colocação: Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara. ~ Livro dos Conselhos

Um mundo de cegos, onde o que impera para a maioria é a sobrevivência a todo custo, mesmo passando por cima, literalmente, uns dos outros. Começamos a analisar e a criticar cada pensamento, palavra e ação nossa, com o decorrer da leitura. A crueldade é demonstrada em diversas situações em que você lastima ter a capacidade da imaginação. Uma vez que ouvi a seguinte frase: “Se és capaz de imaginar, és capaz de fazer”.

“Uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.”

Não duvidei, e ainda não duvido, em momento algum durante a leitura, de que o ser humano realmente fosse capaz de todas as “proezas” descritas nesse livro. Uma história nua e crua de como a sociedade dita “civilizada” pode ser capaz de transformar-se em um pandemônio sem precedentes.

A riqueza de detalhes, a sabedoria em cada situação, a análise gerada em todos os conflitos… tudo o que se possa imaginar de grandezas e méritos ao autor, eu o faria com certeza. Pois nos faz perceber onde a humanidade por chegar e, acredito ainda que podemos ser capazes de não regredir a tanto, como evitar muitas das diversas situações citadas.

Assisti ao filme e me impressionou todo o enredo. Finalmente puder contemplar essa incrível leitura, merecedora de todos os aplausos possíveis no mundo.

Assinatura Salmão

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Filme Até o Último Homem

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Eu assisti o trailer desse filme e fiquei doida para ir ao cinema, mas infelizmente não conseguir assistir lá. Graças a Deus temos Netflix!

Um jovem rapaz que decide entrar na guerra e salvar vidas, mas com uma convicção e uma promessa: nunca pegar em uma arma.

O jovem Desmond Doss, Soldado Doss, enfrenta os obstáculos de cara, com ironias feitas pelas companheiros, pelos superiores, chega a enfrentar uma acusação por defender sua crença, é humilhado e desacreditado por todos. Até que uma pessoa inesperada o ajuda e assim o soldado Doss vai para a guerra como médico.

Imaginem uma guerra contra inimigos que não se consegue enxergar? Que aparecem de onde menos se espera e que você não imagina a quantidade que entra em combate?

Cenário típico, barulho, caos, bombas, tiros, sangue… E Doss enfrenta tudo isso desarmado. Dependendo da ajuda dos outros e da sua crença.

Filme de uma história real (amo esses filmes!!!) e existe também um documentário feito sobre essa parte da vida do Soldado Doss.

Segue o link do trailer

Filme – A Cabana

 

A Cabana

Sinopse:

Depois de sofrer uma tragédia familiar, Mack Phillips (Sam Worthington​) entra em uma profunda depressão, que o faz questionar suas crenças mais íntimas. Diante de uma crise de fé, ele recebe uma carta misteriosa que o convida para ir a uma cabana abandonada. Mack encontra então verdades significativas que transformarão seu entendimento sobre a tragédia que abalou sua família e sua vida mudará para sempre.
Minha visão do filme:

Primeiro, não li o livro então minha opinião se restringe inteiramente a adaptação para o filme. Esclarecidos? Ok, vamos lá.

Um filme forte no sentido de ensinamentos há muito esquecidos no mundo de hoje. Fé, crença, crê principalmente naquilo que não vemos e acreditar que existem sempre dois lados da história: O BEM E O MAL.

A dor nos afeta nublando nossos pensamentos e sentidos, fazendo-nos esquecer de coisas que muitas vezes poderiam nos ajudar a superá-la. A dor é a pior de todas a doenças, e quando a dor não é palpável… Só depende de nós mesmo o remédio para curá-la, pois ele (o remédio) também não é sólido.

O filme começa com a infância dura e sofrida de Mack, de ações vividas e escolhas que o atormentam até a idade adulta. Mesmo casado e com 3 lindos filhos, pesadelos o assombram constantemente. Um segredo que ele guarda e que pesa em sua cabeça e coração. Mesmo ele achando que não.

Até que a tragédia chega em sua família e Mack se isola, se esconde em sua própria dor, deixando de perceber as coisas que estão acontecendo ao seu redor e as pessoas que ainda precisam dele, de sua vida, de seu apoio… de seu amor.

Em um momento inesperado ele recebe uma mensagem, pedindo para voltar ao lugar onde sua dor é ainda mais forte. Onde as lembranças mais dolorosas ainda estão como uma ferida em carne viva na pele. Sem saber o que vai encontrar, e quem sabe desejando respostas para finalmente acalmar sua dor, Mack aceita o convite e vai de encontro ao desconhecido.

Dois dias. Dois dias foram necessários para mudar a vida desse homem, para trazer a tona conhecimentos antes já descobertos e que ficaram no esquecimento por conta da raiva e desespero que sentia. Lições aprendidas desde criança por qualquer um, a hora quem quiser, no lugar que quiser. Lições que trouxeram a Mack um novo significado, uma nova vida.

Ouvi a seguinte observação: “Eu não teria feito o que ele fez! Eu não conseguiria!, Teria agido de maneira contrária!” Eu respondo o seguinte, ninguém sabe onde o calo aperta além daquele que calça o sapato. Posso imaginar o que gostaria de fazer ou de como agir em situações semelhantes a demonstradas no filme, mas tenho a certeza e digo com toda convicção, só sabe que viveu.

Filme polêmico para alguns, doloroso para outros, mas pensem bem nas lições que ele demonstra. Já estarei em busca do livro, para conseguir mais um lado da história. Um lado que filme adaptado nenhum consegue. O lado do autor.

 

 

Filme Estrelas além do Tempo

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Elas eram mulheres, engenhosas, perspicazes, habilidosas e brilhantes. Ah… mais um mero detalhe, negras.

Eram chamadas de “Computadoras Negras” onde trabalhavam e pasmem… só em um dos lugares mais importantes dos EUA, na NASA.

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Ambas tinham seus desafios pessoais e almejavam o que toda pessoa de cor na época gostaria: RESPEITO.

Uma supervisora e mecânica excelente, uma engenheira brilhante e uma matemática de tirar o fôlego. Foram ganhando respeito e espaço conquistados a “fina força”. Usando de sua inteligência, emocional e racional, as três foram se adaptando e contornando os obstáculos que surgiam a sua frente, ganhando aceitação em seus questionamentos e ideias e admiração quando as executava.

O que mais admiro em tudo é a determinação de todas elas. Mesmo com tudo e todas contra. Mesmo com a situação do negro naquele tempo de segregação, onde haviam lutas e mais lutas para conquistarem seus espaço e direitos civis, e ouso dizer humanos também. Acreditando em seus ideais, acreditando em suas capacidades e até mais, buscando melhorar continuamente, essas três mulheres, negras, guerreiras, mães, esposas, filhas… batalhadoras, conseguiram uma façanha para a época.

Um filme que vale a pena assistir por se tratar de uma história real, uma conquista real, um ideal alcançado com bravura, determinação, charme e inteligência.

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